Cirurgia para redução de mamas

Mamas excessivamente grandes podem causar problemas de origem emocional e de saúde em algumas mulheres. O volume aumentado dos seios pode também atrapalhar o uso de determinadas roupas e até limitar a prática de atividades físicas, como academias e caminhadas. Da mesma forma, o peso excessivo acaba por gerar má postura, dores nas costas, no pescoço e ombros, assim como marcas profundas no local onde ficam apoiadas as alças do sutiã.

A hipertrofia mamária pode ocasionar traumas de origem psicológica diversos, eventualmente criando constrangimento para frequentar ambientes que envolvam uma maior exposição das mamas, como praias ou piscinas, o que diminui a interação social dos seus portadores. Pode também ocorrer irritação na pele abaixo do sulco das mamas e gerar maus odores. Ainda, a hipertrofia do tecido glandular alarga as aréolas, tornando-as antiestéticas.

Conhecida como mamoplastia redutora, essa cirurgia visa remover a gordura, o tecido glandular e a pele excedentes, com a finalidade de atingir um tamanho ideal ao biotipo da paciente. Isso, além de aliviar o desconforto associado ao peso excessivo, também melhora a aparência e a apresentação. A mama quando proporcional aumenta a autoestima e a autoconfiança.

Embora os seios possam ser reduzidos em qualquer idade, quando possível, aguardamos até o final da adolescência para que ocorra o seu completo desenvolvimento, e assim tenhamos um resultado mais permanente.

O preparo para a cirurgia de mamoplastia redutora envolve uma rotina de exames pré-operatórios, incluindo aí uma ultrassonografia ou mamografia de base para avaliarmos a presença de cistos ou nódulos que se façam presentes previamente, e que talvez necessitem de biópsia durante o procedimento.

Além da redução do volume, são realizados pontos internos, dentro do tecido mamário, para reposicionar, montar e sustentar as mamas. Para isso, esse procedimento pode deixar cicatrizes posicionadas somente entorno das aréolas, ou também descendo pela “vertical” e mais comumente acabando em “T” invertido no sulco das mamas. Embora as cicatrizes sejam permanentes, geralmente ficam bem escondidas sob o biquini ou sutiã, e tendem a tornarem-se discretas ao longo do tempo

É importante que as incisões cirúrgicas não sejam submetidas à força excessiva, à escoriação ou ao sol durante o tempo de cicatrização. Seguir as recomendações do seu Cirurgiåo Plástico, assim, é fundamental para o bom andamento e sucesso da cirurgia.

Dr. Júnior Grandi