Blefaroplastia e cirurgia das pálpebras

Com o passar dos anos, podemos citar basicamente três eventos principais que ocorrem na região periorbitária, que é composta pelas pálpebras superiores e inferiores, e também pela área dos supercílios:

  • Excesso e flacidez de pele;
  • Protrusão de bolsas de gordura no canto interno da pálpebra superior e ao longo da inferior, esta intensificada quando olhamos para cima;
  • Queda da “cauda do supercílio” (sua porção lateral);

Também conhecida como Blefaroplastia, a cirurgia da pálpebra melhora a aparência da região periorbitária. O sucesso desse procedimento, porém, depende muito de uma avaliação criteriosa de seu cirurgião para que ocorra o tratamento direcionado à causa do problema, pois, como vimos, somente a retirada isolada de um fragmento de pele pode não ser o suficiente para um resultado duradouro e esperado.

Da mesma forma, ressecções cutâneas excessivas podem comprometer o fechamento das pálpebras e impedir a oclusão completa dos olhos, o que desencadeia desde ressecamento ocular até problemas mais sérios da córnea, afetando a visão do paciente.

Geralmente procurada após os 40 anos de idade, este procedimento tem por objetivo remover o aspecto de envelhecimento, comumente associado à sobra de pele da pálpebra superior, à queda da cauda (porção lateral) do supercílio, e à protrusão das bolsas de gordura nas pálpebras inferiores, essa também relacionada a expressão de cansaço na face.

A cirurgia da pálpebra superior remove a pele frouxa e a flacidez em excesso que cria dobras e incomoda o contorno natural dos olhos, as vezes chegando também a prejudicar a visão. Da mesma forma, trata o depósito de gordura que aparece como “inchaço” junto ao canto nasal. Para isso deixa uma cicatriz discreta, posicionada no sulco palpebral superior.

Já a elevação da cauda do supercílio melhora a exposição do rebordo orbitário e retira o “peso” da pálpebra superior. Pode ser realizada por cirurgia, onde as cicatrizes ficam escondidas dentro do couro cabeludo ou junto ao supercílio na sua porção superior, ou em certos pacientes com a toxina botulínica (“botoxR”).

A Blefaroplastia inferior geralmente utiliza a técnica de “duplo acesso”, ou seja, as bolsas de gordura são removidas por uma incisão feita por dentro da pálpebra, não deixando cicatrizes aparentes; e quando há a necessidade de remoção de pele, essa é realizada deixando uma cicatriz junto a margem ciliar inferior, estendendo-se discretamente na dobra da lateral do olho. Com isso, mantemos íntegras as estruturas de sustentação dessa pálpebra, diminuindo possíveis complicações associadas ao procedimento.

Alterações de posição das margens palpebrais como ectrópio (giro da pálpebra inferior para fora, deixando a sua parte interna, a conjuntiva, aparente) e entrópio (giro da pálpebra para dentro, onde os cílios tocam o olho gerando grande desconforto) também podem ser tratados. Da mesma forma, a ptose ou queda da pálpebra superior pode ser realizada com pontos na musculatura responsável pela abertura ocular.

Após o procedimento, é comum o uso de pomada ocular lubrificante associada a antibiótico, a qual pode embaçar a visão de maneira transitória, assim como a aplicação de compressas frias no local para evitar hematomas. A exposição solar prolongada deve ser evitada nas primeiras semanas.

Faça uma boa escolha.

Dr. Júnior Grandi